terça-feira, 18 de julho de 2017

M&M & Marvel: Thanos

Nível 18

HABILIDADES [110p]
Força: 54 (+22); Destreza: 12 (+1); Constituição: 44 (+17); Inteligência: 32 (+11); Sabedoria: 20 (+5); Carisma: 20 (+5).

SALVAMENTOS [19p]
Resistência: 27 (10 Impenetrável); Fortitude: 23; Reflexos: 6; Vontade: 13.

COMBATE [62p]
Iniciativa: 1; Defesa: 18 (14 Desprevenido); Ataque: 11 (13 com Raio); Dano: Desarmado 22, Explosão Cósmica 22, Raio 22.

PERICIAS [144 graduações, 36p]
Blefar 8 (+13); Computadores 8 (+19); Concentração 12 (+17); Conhecimento: Arcano 4 (+15), Ciências biológicas 12 (+23), Ciências físicas 12 (+23), Táticas 8 (+19), Tecnologia 12 (+23); Diplomacia 8 (+13); Intimidar 16 (+23); Intuir Intenção 8 (+13); Notar 4 (+9); Obter Informação 8 (+13); Ofício: Eletrônica 8 (+19), Mecânica 8 (+19), Química 8 (+19); Pilotar 4 (+5).

FEITOS [53p]
Assustar, Bem Informado, Bem Relacionado, Benefício (Status), Contatos, Equipamento 28, Inventor, Liderança, Memória Eidética, Plano Genial, Presença Aterradora 15, Sem Medo. 

PODERES [270p]
  • Campo de Força 15 (Extras: Área [+1], Impenetrável [+1]; 45p)
  • Compreender 2 (Fala e entende qualquer idioma; 2p)
  • Controle de Energia Cósmica 22 (Extra: Área Explosão [+1]; Poderes Alternativos: Raio 22 [Feitos: Acurado, Ataque Dividido], Teleporte 20 [Feito: Progressão 4]; 68p)
  • Crescimento 4 (Tamanho Grande: Força +8, Constituição +4, Ataque & Defesa -1, Agarrar +4, Furtividade -4, Intimidar +2; Feito: Inato; Falha: Permanente [-1]; 9p)
  • Escudo Mental 10 (10p) 
  • Imunidade 11 (Envelhecimento, Fome e sede, Suporte vital; 11p)
  • Proteção 10 (Extra: Impenetrável; 20p) 
  • Rajada Mental 15 (Extra: Área [+1]; Poder Alternativo: Telepatia 10 [Extra: Área [+1]]; 76p)
  • Regeneração 9 (Ressurreição 9 [ação padrão]; 9p)
  • Super Força 10 (20p)



Habilidades 110 + Salvamentos 19 + Combate 62 + Perícias 36 (144 graduações) + Feitos 53 + Poderes 270 = 540 pontos.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

M&M & Marvel: Dr. Destino

Victor Von Doom
Nível 13

HABILIDADES [38p]
Força: 12/26 (+1/+8); Destreza: 10 (+0); Constituição: 12 (+1); Inteligência: 26 (+8); Sabedoria: 20 (+5); Carisma: 18 (+4).

SALVAMENTOS [13p]
Resistência: 1/11 (19 com Campo de Força, 10/18 Impenetrável); Fortitude: 5; Reflexos: 3; Vontade: 11.

COMBATE [8p]
Iniciativa: 0; Defesa: 10/17 (10 Desprevenido); Ataque: 4 (12 com Magia, 12 com Armadura); Dano: Desarmado 1/8, Aura 8, Magia 12, Raio 14.

PERICIAS [168 graduações, 42p]
Blefar 12 (+16); Computadores 8 (+16); Concentração 12 (+17); Conhecimento: Arcano 12 (+20), Ciências biológicas 8 (+16), Ciências físicas 12 (+20), Educação cívica 4 (+12), Táticas 4 (+12), Tecnologia 12 (+20); Desarmar Dispositivo 8 (+16); Diplomacia 8 (+12); Intimidar 12 (+16); Intuir Intenção 8 (+13); Obter Informação 8 (+12); Ofício: Eletrônica 12 (+20), Engenharia 8 (+16), Mecânica 12 (+20), Química 8 (+16).

FEITOS [71p]
Artífice, Assustar, Bem Informado, Bem Relacionado, Benefício 2 (Imunidade Diplomática, Status), Capangas 12 (100 Robôs fanáticos de 90 pontos; 24p), Contatos, Equipamento 20, Especialização em Ataque (Magia) 4, Especialização em Ataque (Armadura) 4, Inventor, Liderança, Memória Eidética, Plano Genial, Presença Aterradora 5, Ritualista, Sem Medo, Sorte. 

PODERES [26p]
  • Magia 12 (Raio 12; Desvantagem: Perda de Poder [Necessidade de gestos para conjurar os feitiços; Menor, Comum] 2; Poderes Alternativos: Invocar 6 [25 Demônios de 90 pontos; Feito: Progressão 4; Extra: Horda [+1]], Nulificar Magia 12, Super Movimento 3 [Movimento dimensional 3], Troca Mental 12 [Extra: Duração Contínua [+1]; Falha: Depende de Sentidos{Visão} [-1]; 26p)

DISPOSITIVO — Armadura 26 [130p distribuídos, 104p]
  • Difícil de perder
  • Feitos: Foco em Esquiva 7, Restrito 2 
  • Campo de Força 8 (Extras: Área [+1], Impenetrável [+1]; Falha: Ação Padrão [-2]; 8p)
  • Comunicação 9 (9p) 
  • Golpe 8 (Extra: Aura [+1]; 16p)
  • Habilidade Aumentada 14 (Força +14; 14p)
  • Imunidade 9 (Suporte Vital; 9p) 
  • Proteção 10 (Extra: Impenetrável [+1]; 20p)  
  • Raio 14 (Feito: Ataque Dividido; Poderes Alternativos: Atordoar 14, Paralisia 14 [Extra: Alcance à Distância [+1]; Falha: Lentidão [-1]], Telecinese 14; 32p)
  • Super Sentidos 3 (Infravisão, Sentido de distância, Ultra audição; 3p) 
  • Voo 5 (10p) 


Habilidades 38 + Salvamentos 11 + Combate 8 + Perícias 42 (168 graduações) + Feitos 71 + Poderes 26 + Dispositivo 104 = 300 pontos.

sábado, 1 de julho de 2017

Sobre heroísmo

É um fato existirem homens decididos a não se contentarem com a realidade. Aspiram a curso diverso para as coisas; negam-se a repetir os gestos que o costume, a tradição e, em resumo, os instintos biológicos querem impor-lhes. A homens assim chamamos heróis. Porque ser herói consiste em alguém ser si mesmo. Se resistimos a que a herança, a que o circunstante nos imponham ações determinadas, é porque almejamos assentar em nós mesmos, e só em nós, a origem dos nossos atos. Quando o herói quer algo não são os antepassados nele ou os usos presentes que querem, mas ele mesmo. Este querer ser si mesmo é o heroísmo. 

— José Ortega y Gasset, em Meditações do Quixote

domingo, 25 de junho de 2017

A massa chamada sonho/destino

Em um sonho é a nossa própria vontade que aparece de maneira inconsciente como destino inexorável e objetivo; tudo nele procede de nós mesmos e cada um de nós é o diretor teatral secreto de seu próprio sonho. O mesmo ocorre no acontecer da vida real: o grande sonho que uma mesma essência (a própria vontade) sonha em todos nós, o nosso destino pode ser o produto do mais íntimo de nosso ser, de nossa vontade, e estamos nós próprios fazendo suceder o que parece estar ocorrendo por acaso. 

— Thomas Mann

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Os androides que descobriram o homem

Tarde de céu púrpura naquela região. Altos níveis de radiação, bolsões solares. Nenhuma coisa se movendo num raio de mil quilômetros. 

Exceto os dois patrulheiros. Caminham através do entulho, construções arruinadas da época daqueles seres inteligentíssimos, com células e DNA, sem necessidade de partes mecânicas em seus sistemas funcionais. Viviam pouco e eram um completo mistério: de onde vieram, quem foi o programador? Como que um deles crescia dentro da barriga do outro? Seres curiosos. Agora extintos. Sobrou só arquivos digitais, secretos, acessados apenas por uma minoria majoritária, programadores de alta patente. Mas mesmo esses arquivos são incompletos, corrompidos, história que não se comprova. Mito. Palpável mesmo só o entulho, por onde os dois caminham, buscando, patrulhando. 

Conversam. 

— Sabe de uma coisa, Grapo? Essa vida de patrulheiro tem cansado minha mente. 

— Se concentra, Sérpico. 

— Eu sei que você também anda chateado. Ter de vagar nesses antigos centros urbanos arrasados, procurando qualquer coisa que se mova. Qual a chance de encontrarmos algo? Deveríamos continuar nos desenvolvendo, investindo nos polos, nas colônias, na Lua. Isso aqui é perda de tempo. O Departamento é perda de tempo.

Vestidos com macacões pesados, um “D” de Departamento estampado no lado esquerdo do peito. Cingidos, arma esquisita no coldre. Telefones mínimos na orelha direita. O que vem mais atrás, Sérpico, carrega uma mochila enorme. Grapo tem um relógio grande no pulso, funciona como um radar. Nada se movendo num raio de mil quilômetros. 

Se entreolham. 

— O que está acontecendo com você? Não parou de falar desde cedo. E agora isso. Toda essa murmuração. Está reagindo mal. Não tem programado suas emoções?

— Está tudo ok com minhas emoções. 

— Por que você não volta e... Está vendo aquilo? 

— O quê? 

Alguém se movendo. Passou despercebido ao relógio de Grapo. Ele apontou: 

Aquilo!
 
— É um... 

Um semelhante. 

Escorregaram por uma encosta e correram, as botas levantando poeira radioativa. O sujeito despencou assim que eles chegaram perto. Implorou, fraco: 

— Água...

Grapo rendeu o moribundo. Sérpico passou um cantil com água produzida em laboratório. 

— Aqui. Toma devagar. Devagar. Sérpico, pega o Espinho, vamos estabilizar ele. 

— Melhor ver que modelo é. Se for muito antigo, o Espinho pode piorar a situação. 

— Certo. Colega, preciso que me diga qual o seu modelo.

— Hm? — O sujeito não conseguia respirar, sua pele queimava. 

Grapo tentou outra vez, calmo:

— Consegue me dizer quando foi ativado? 

Não houve resposta, o semelhante concentrado apenas na convulsão que dominou seu corpo. De sua boca escorria um nutriente esponjoso na cor verde clara, junto com a água recém ingerida. 

— Isso é ruim — disse Sérpico. — Anda logo com isso, Grapo. 

— Colega, irei olhar sua nuca agora. Não reaja com hostilidade, estamos tentando salvá-lo. 

Olhou. 

— E então? — Sérpico estava com as mãos dentro da mochila, só esperando para saber qual equipamento pegar. 

— Não tem nada aqui. 

— Veja no peito. 

Rasgou o camisão. 

— Nada também... Está vendo isso?

Erupções cutâneas decorando a pele, se alastrando, entropia veloz. 

— Radiação — disse Sérpico. — Esse modelo deve ser muito, muito antigo, sem nenhuma imunidade. Anda, usa isso aqui nele. 

— O Gancho?

— Vai por mim. A maioria das células devem ter parado. Só há uma pequena reserva que o mantém funcionando. A vantagem desses modelos é que toda a parte mecânica é bem resistente. O problema está nas células. O Gancho vai agir como uma bomba no sistema. Anda. 

— Ok. 

— Direto no peito. 

— Ok. 

Grapo aplicou, golpe forte. A agulha entrou como se atravessasse papel. 

— Sabe o que isso significa? Que seremos promovidos. Entregar um modelo tão antigo assim... ah, seremos promovidos. Quem sabe para uma das colônias. 

— Você está reagindo mal novamente. Expectativas demais. Por que ele não reage? 

— Espere mais um pouco.

O homem abriu os olhos. Se chacoalhou todo, espasmos espontâneos e violentos enquanto a pele regenerava. 

UH, Deus! O quê!? Ah! 

— Calma. 

— Está queimando... está me queimando!

— Sérpico?

— Aqui, aqui, usa isso.

Outro golpe de injeção no peito. O homem arfou.

— Pronto colega, pronto.

Deus! Meu Deus!

— Que deus? — perguntou Sérpico.

— Preciso que me diga o seu modelo. Consegue se lembrar quando foi ativado?

— Procura o painel dele.

— Não está em parte alguma. Deve ser interno.

Ei, ei! Tira a mão de mim! Sai fora, cara!

— Se acalme, pare de gritar. Respire fundo.

— Quem são vocês?

— Primeiro você.

— Eu? Eu... eu sou o Jonas.

— É um Nexus?

O quê?

— Não grite. É um Topax?

— Esquece, Grapo. Ele deve ter danos no cérebro. Se for isso, vai demorar alguns minutos até o Gancho restaurar a memória por completo.

— Como veio parar aqui?

Jonas pensou nisso, face franzida.

— Eu... eu estava lá. — Apontou para um amontoado de entulho, prédio antigo derrubado. — Embaixo, numa sala enorme, parecia um cofre. Acordei numa cama, era como uma cama, tinha uma redoma, tinha fios nos meus braços, aqui ó, as marcas... Eu peguei um elevador e subi e passei mal, não consegui voltar, já tinha caminhado até aqui.

— Sérpico, o Escâner.

— Já comecei.

— Que coisa é essa? — Jonas tentou se afastar.

— Fique parado. Ele está vendo se há influência de conexão externa no seu sistema. É procedimento padrão, principalmente quando encontramos modelos confusos.

— Eu não estou entendendo.

— Exato.

— Apenas fique quieto — Sérpico pediu. — Pronto. O Laudo Profundidade saí em alguns minutos, mas o Laudo Superfície diz que está tudo certo com ele. Sem influência.

— Quem... onde? Vocês... Quem são vocês?

— Eu sou G-040815, mas pode me chamar de Grapo.

— E eu sou S-162342, Sérpico, se preferir. E de que deus você estava falando ainda agora?

— Jonas, consegue lembrar ao menos a sua numeração após o “J”? Podemos tentar rastrear sua origem.

— Numeração? Tipo CPF?

— CPF? Sabe o que é CPF, Sérpico?

— Não. Acho que ele é muito mais antigo do que parece.

— Tinha outros como você lá, no cofre?

— Não. Acho que não.

— Lembra onde estava antes de entrar lá?

— Também não.

— Precisamos ir lá ver, Sérpico.

Mas o relógio de Grapo vibrou uma vez e ele olhou ao longe.

No horizonte tremeluzente, algo grande se movia. Outro patrulheiro de passagem.

Jonas massageou o peito, a cabeça, os braços. Respirava pela boca, um aspirador frenético.

— Meu Deus, o que aconteceu com a cidade, com o céu? — Reparou nos dois estranhos e: — O que vocês estão olhando?

— É um N-14, Grapo.

— Vamos sair daqui. Jonas, consegue andar?

— Acho que não.

— Vou te ajudar.

Sérpico saiu na frente:

— Lá, Grapo.

— Ok.

Foram para trás de uma estrutura de aço derretida, endurecida, com partes oxidadas, rodeada de entulho. Ficaram em silêncio. Grapo apertou alguns botões do seu relógio para que não pudessem ser rastreados. Logo depois um sonar ressoou ao longe, fazendo o chão vibrar. Aquilo durou um minuto completo. Grapo e Sérpico, impassíveis, apenas de olho, esperando a ameaça ir embora. Jonas tapando os ouvidos como se sua vida dependesse disso. Quando o som acabou, ele perguntou:

— O que joelhos foi aquilo?! Aquele apito de cachorro?

— Apito de cachorro? Que isso?

— N-14. Um Neutralizador — Grapo explicou. — Inimigo, fazendo o mesmo que nós. Por sorte, lhe encontramos primeiro. Para um N-14 não é interessante restaurar modelos perdidos na guerra.

— Aplica isso aqui nele. É genérico, não vai fazer mal, independente do modelo. Ele deve ganhar alguma imunidade, resistir à radiação. Bem no peito.

— Ok.

Jonas viu a agulha de longe:

Ei! Calma aí, eu sou alérgico à alguns medicamentos. O que é isso, hein? — Tentou recuar, mas foi lento demais. Grapo lhe acertou direto no peito. — AH!

— Pronto. Tudo certo, Jonas, já passou. Sérpico, quanto tempo vai durar?

— O suficiente até voltarmos.

— Ok. Então Jonas, vamos levar você para o Departamento, irão abri-lo, achar seu painel e descobrir o seu modelo. Você será atualizado, ficará novo.

— Cara, ninguém vai me abrir!

— Mas o seu painel é interno, certo?

— Do que você está falando? Modelo, painel? Vocês... — Jonas ergueu as mãos para os dois. — Que loucura é essa? Ficam falando como se eu fosse uma... uma coisa.

— Ele está reagindo mal, Grapo. Prevejo hostilidade.

— É importante que fique calmo, Jonas. Tente não gritar.

— Calmo? Que tal me explicar de novo quem diabos é você, para quem trabalha e... que droga aconteceu com a cidade? Por que tá tudo derrubado? Foi guerra, você disse que foi guerra?

— Grapo?

— O quê?

— Venha aqui. Saiu o Laudo Profundidade do Escâner.

— E? Ele está limpo ou não?

— Limpo. Só que tem umas leituras estranhas. As células, todo o sistema dele... É algo novo. Venha aqui.

Grapo foi.

— Como assim “novo”?

— O corpo dele tem funções biológicas como o nosso, mas funciona sem... olha! O Escâner não pegou nenhuma parte mecânica. Apenas o que parece ser um pino, no joelho esquerdo.

— O que vocês estão falando aí, hein? — Esse era Jonas, um “D” de Desconfiado na ponta da pergunta.

— É externamente igual, mas é diferente em todo o resto. Não deve ter um painel. Olha essas leituras! Ele deve ser tão velho quanto este centro urbano! Um ser antigo, Grapo! Daqueles que nada sabemos!

— Mas eles não viviam pouco? Como está vivo até agora?

— Estava inativo. O corpo ficou conservado. Ainda há resíduos plasmáticos sobre a pele. Deve ser a tal cama que ele mencionou, no cofre. Manteve ele hibernando, nutrido. Só pode ser isso. Precisamos entrar lá e —

Explosão repentina, ali perto. Ondas sonoras expandido o ar parado, entulho para todo lado, neblina de pó. Coisas se moveram num raio de mil quilômetros, puro rebote.

Jonas não resistiu — gritou:

Meu! O que foi isso?!

— O N-14 plantou alguma coisa? — perguntou Sérpico.

— Pouco provável — Grapo consultou o relógio. — Detonação pequena, nada nuclear.

Deus! O que foi

— Jonas, quando você saiu do cofre, viu algum temporizador?

Algum o quê?

— Uma contagem em algum painel. Pare de gritar, por favor.

— Contagem... Sim, tinha um relógio digital lá. Mas ele estava quebrado, contando para trás. Faltava 15 para meia noite.

— O lugar se auto destruiu, Grapo. Só temos ele. Venha aqui. Sabe o que isso significa?

— Você está reagindo mal, Sérpico. Ar conspiratório.

— Isso significa que seremos mais do que promovidos.

— Ei, Grapo. É Grapo, né? O que vocês estão cochichando aí? Não vou deixar ninguém me abrir, estão entendendo?

Sérpico cochichou:

— Não podemos levá-lo para o Departamento.

— O que está sugerindo?

— Estou sugerindo, meu caro Grapo, que devemos ir para outro centro urbano arrasado, aquele que patrulhamos na onzena passada. Lá tinha um laboratório razoavelmente bem conservado, lembra?

— Lembro.

— Vamos para lá e estudamos ele.

Jonas:

— Por que estão me olhando assim? Eu conheço os meus direitos e ninguém vai me abrir!

— Estudamos ele e depois vamos para outro centro científico vender nossa informação, divulgar nossa descoberta. O Departamento já nos cansou muito. Não merecem. Chega de patrulhas nesses lugares mortos e cheios de radiação! Chega de correr e se esconder de Neutralizadores! Ganharemos um prêmio por ter encontrado ele! Iremos direto para a Lua!

— Não sei, Sérpico...

— Olha só para ele, Grapo! Olha o tanto que podemos aprender! CPF, deus, apito de cachorro... ele tem muito a nos ensinar!

— Ok.

Sérpico meteu a mão na mochila uma última vez. Tirou outra seringa.

— Toma. Isso aqui vai deixar ele mais tranquilo e inofensivo, só enquanto fazemos a viagem.

Jonas viu e começou a se mexer inutilmente:

— E agora, o que é isso aí? Hm? Fiquem longe de mim seus cretinos! Fiquem longe de mim!

Sérpico se adiantou, segurou Jonas no chão.

— Já sabe, né?

— Sim — garantiu Grapo, armando o golpe. — Direto no peito.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Na verdade querida, estou me sentindo muito morto

Oi.

O quê? Surpresa em me ver de pé? É, também fiquei... 

Estou me sentindo estranho, querida. Um tanto quanto diferente... meio frio, sabe? Por que fez aquilo comigo, hm? Eu não tenho outra, você é e sempre será a única mulher da minha vida! Não precisava me esfaquear daquele jeito. 

Mas calma, estou bem agora. Só um pouco pálido. 

Opa, não corra! Deixe-me trancar a porta. Vou ficar com a chave, só enquanto conversamos, ok? Isso, vá para o canto. Fique à vontade, até que esse porão está bem limpo. Por que me arrastou até aqui, hm? Esperava me esconder? Por quanto tempo? Hm?

Calma, por que está gritando?! Só fiz uma pergunta! E eu te perdoo, sério mesmo. Mas temos de dar um jeito nesse seu ciúme. 

Agora me dê um sorriso. Por favor. 

Não, não. Não chore. Não gosto de vê-la chorar. Vem cá, vamos, um abraço. 

Mas por que corre de mim, mulher?

Acho que é porque você não consegue entender o que está acontecendo, né? Mas juro que estou me sentindo bem. Juro. 

Anda, vem cá. 

Isso, me abrace com força. Pode chorar no meu peito. Sim, eu te perdoo, já disse que te perdoo. Foi um momento de descontrole, eu sei, você não queria me matar. Shh, já passou, já passou. Estamos juntos agora. Vamos ficar juntos para sempre. É, querida, vamos sim. Deixe-me abraçá-la de volta, com força, bastante força, sufocante. Shh, shh, não lute, só vai atrasar as coisas, pois eu não vou te largar até que sinta o que eu estou sentindo. Aceite. Logo vai acabar. E acho que você não terá mais ciúme depois disso. 

E, ah, não se assuste: você só vai ficar um pouco pálida.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Jorn mais melódico

Nem preciso falar da voz do pra sempre insuperável, de modo que o grande destaque do Life On Death Road está no line up novo, que fez uma peça de ouro mais limpa, melódica e com ótimos solos. E momentos mais calmos, como na The Optmist, merecem uma atenção especial nesse novo cenário da carreira do homem.

E essa Fire To The Sun... tá louco, que musicão acertado!